Chamou um dos obreiros e pediu-lhe que falasse com o homem, educadamente, para tirar o chapéu em razão de estar num lugar de respeito. O homem tirou o chapéu, mas deixou um protesto: “Só assim veio alguém falar comigo. Faz seis meses que venho aqui para assistir aos cultos e nunca ninguém me disse uma palavra”.
Este tem sido o comportamento de muitos cristãos dentro das igrejas. O culto termina e há muita aproximação entre os mais íntimos, mas os visitantes saem sem ao menos receberem um cumprimento. O apóstolo João inicia sua terceira epístola, priorizando o amor, mas o amor de verdade, não fingido. O amor que ele expressa ao amado Gaio é um grande exemplo deixado para nós. Ele ressalta a sua alegria pelo testemunho que muitos irmãos deram do seu amigo porque anda na verdade (v. 3), dizendo: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (v. 2). O apóstolo se preocupava também com alma e corpo que são importantes aos olhos de Deus.
É possível observar também em nossos dias, que tem desaparecido a hospitalidade que era tão comum entre os apóstolos, conforme se lê em Rm 12.13; I Tm 3.2; Tt 1.8; Hb 13.2 e I Pe 4.9. Alguns cristãos correm o risco de passar por constrangimentos quando não oferece bom tratamento e hospitalidade ao próximo. Por que? Porque diz a Bíblia que alguns, praticando a hospitalidade, sem o saber acolheram anjos. João classificava os crentes que se prontificavam a acolher os missionários, de “cooperadores da verdade” (v. 8).
O apóstolo faz a diferença entre o comportamento de Diótrefes e Demétrio. O primeiro era malicioso, impedia que as pessoas recebessem os irmãos e os expulsava da igreja. Além disso, gostava de exercer a primazia entre todos e ainda não dava acolhida (v. 9, 10). Quanto a Demétrio, João o tratou de “fiel cristão” e declarou que todos lhe davam bom testemunho, até a própria verdade, e era exemplo para todos (v. 12). Enquanto Diótrefes se conduzia como um líder sem amor, que rejeitava a mensagem de João, que é o amor, Demétrio era testemunho para os crentes e era a “própria verdade”. A conduta de Diótrefes irritou tanto o apóstolo, que ele preferiu dizer mais algumas coisas pessoalmente (v. 14). Amar uns aos outros não é mandamento novo (II Jo v.5).