A Bíblia não diz que Paulo esteve em Colossos, mas em sua carta dirigida àqueles fiéis, o apóstolo menciona um discípulo chamado Epafras, seu fiel amigo e fiel ministro dos colossenses que possivelmente tenha sido o fundador da igreja (Cl 1.7; 4.12). Os cristãos de Colossos deveriam considerar Epafras um fiel ministro de Cristo e por esta razão, Paulo não cessava de dar graças a Deus (Cl 1.3).
E a oração de Paulo por seus companheiros consistia em:
a) Andar dignamente diante do Senhor; b) agradar a Deus em tudo; c) frutificarem em toda a boa obra; d) e crescerem no conhecimento de Deus. (I Ts 1. 2, 3).
Em Cl 3.1-11, o apóstolo insiste com os colossenses na permanência da nova união com Cristo e que o velho homem que fazia parte da velha vida não é mais compatível com a nova vida em Cristo. Ele classifica os pecados em quatro tipos:
1. Pecados morais: prostituição, impureza e paixão lasciva (v. 5a). Estes estão diretamente ligados a pecados sexuais. Toda sorte de contato íntimo antes e fora do casamento estão aqui incluídos. Não apenas o ato pecaminoso em si, mas também a intenção e o desejo impuro (Mt 5.28);
2. Pecados sociais: desejo maligno e avareza (v. 5b). Estes falam de desejar o mal para os outros e desejar o que é dos outros. O que nós desejamos determina o que nós fazemos. A avareza (pleonexia) é o pecado de se desejar sempre mais, sem nunca nos satisfazer: seja de coisas ou de prazeres. Isto é idolatria, porque Deus é substituído por coisas ou prazeres;
3. Pecados ligados ao temperamento: ira, indignação e maldade (v. 8a). Estes falam de um temperamento não controlado pelo Espírito de Deus. Ira descreve um temperamento explosivo como fogo de palha; indignação fala de uma ira que vai se acumulando e que jamais cessa; maldade fala de um desejo maligno contra uma pessoa, ou seja, alguém que se entristece com o sucesso de uma pessoa e se alegra quando alguém sofre uma derrota (Ez 25.6; Ob 12).
4. Pecados ligados à língua: maledicência, linguagem obscena e mentira são termos que descrevem o uso indevido e impróprio da língua (vs. 8, 9).
Maledicência é falar mal dos outros; linguagem obscena é ter a boca suja; mentira é falsear a verdade. Quando um crente mente, ele está cooperando com satanás que é pai da mentira (Jo 8.44). Todo cristão deve ter uma linguagem amável, pura e verdadeira (Cl 4.6).