“Bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo o tempo, servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações, jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de ensinar publicamente e também de casa em casa” (Atos 20.18-20).
A proclamação do evangelho não é dom e nem é dominical e o apóstolo Paulo explica como foi a sua árdua tarefa de evangelizar. Possivelmente, muitos cristãos conhecem a igreja simplesmente como um ponto de encontro com a bênção e lugar de adoração. No entanto, é preciso saber que a igreja é também o instrumento criado e estabelecido por Deus para evangelização. Estudar e planejar a tarefa evangelística sem inserir a igreja, é anular a visão bíblica do “IDE” (Mc 16.15).
Para se entender uma definição prática do que é evangelização, é preciso conhecer a visão bíblica de que: “Evangelização é a proclamação do evangelho do Cristo crucificado e ressurreto, o único redentor do homem, de acordo com as Escrituras, com o propósito de persuadir pecadores condenados e perdidos a pôr sua confiança em Deus, recebendo a Cristo como Senhor em todos os aspectos da vida e na comunhão de sua igreja, aguardando o dia de Sua volta”. Assim, percebe-se que o evangelho é a principal mensagem da Bíblia, a evangelização é a tarefa essencial da igreja e o discipulado é o objetivo final da evangelização. Convém lembrar que, quem gerencia essa evangelização de presença, de prática e de formação é o Espírito Santo, pois foi a Sua ação que promoveu o crescimento da igreja que caminhou em meio a terríveis perseguições, torturas, prisões e mortes, para a glória de Deus com a emocionante e firme declaração de fé: “Jesus Cristo é o Senhor”!.
Portanto, a presença da igreja numa comunidade deve ser reconhecida como a marca de um ministério evangelizador até por razões de ordem bíblica (Mt 28. 19,20). Diz Jo 8.31: “Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos”. Isto significa que o discipulado é um processo contínuo de obediência que tem começo, mas não tem fim.