Em Lc 10.1,9, Jesus designou outros setenta discípulos e, em Mc 16.17,18), Ele deu esta mesma missão a todos os cristãos que crêem. A ordem é expelir ou expulsar demônios usando a autoridade do nome de Jesus (Mc 16.17) e não orar pela pessoa que está endemoninhada.
“... deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos” (v. 1a) - Esta prerrogativa não é somente dos pastores, mas de todo cristão. Jesus não autorizou discípulos vocacionados do Seu tempo e nem está autorizando cristãos vocacionados de hoje, mas a todos que oram, jejuam e estão em plena comunhão com o Pai. A ordem foi dada e cada cristão deve usar o nome de Jesus e os demônios terão que obedecer, não importando a graduação que eles têm no inferno. Não pode exercer esta autoridade, o cristão que vive em pecado, conforme viviam os sete filhos de um judeu chamado Ceva (At 19.13-16).
“e para curar toda sorte de enfermidades” (v. 1b) – Isto é tema de preparação, consagração e muita oração. Ele disse: “... se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16.18b). Ele não escolheu enfermidade pequena ou grande, mas “toda sorte de enfermidades”. Também não deu autoridade para curar as enfermidades causadas pelos demônios, mas deu autoridade sobre os espíritos imundos para os expelir. Isto nos leva a crer que, atrás de muitas ou de algumas enfermidades, pode existir uma força maligna.
“e todo mal” (v.1c) - Não importa se é um mal na vida conjugal, na vida financeira ou na vida familiar, temos que ministrar a Palavra, fazer valer o poder da oração e usar a autoridade do nome de Jesus. Não há pessoas que não tenham problemas, umas mais do que outras, mas todas têm. Estamos no mundo e no mundo estamos sujeitos a aflições (Jo 16.33).
Se o inimigo faz as pessoas sofrerem, nós como cristãos, temos a autoridade do nome de Jesus para tirá-las do sofrimento, “porque maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo” (I Jo 4.4b). Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (Jo 14.12). Por que? A resposta se encontra em tudo o que os apóstolos fizeram. As obras de Jesus na terra se limitaram à Palestina, enquanto que os apóstolos pregaram em muitos outros lugares e viram conversão de milhares de pessoas.